Quem estava em alta velocidade? Quem invadiu a pista? As respostas estão nos vestígios — marcas na via, deformações, posições finais — e na física que os produziu. Esta página explica como a dinâmica de um acidente é reconstruída.
Marcas de frenagem, posição final dos veículos, deformações e fragmentos na via são consequências físicas do evento: têm comprimento, direção e energia mensuráveis. A reconstrução da dinâmica parte desses vestígios e aplica mecânica elementar para responder às perguntas que decidem a lide — a que velocidade cada veículo trafegava, quem invadiu a trajetória de quem, se havia tempo hábil de reação.
Marcas de frenagem e derrapagem, sulcos, fragmentos, fluidos e ponto de repouso: a geometria desses vestígios delimita trajetórias e o ponto provável de impacto.
Direção e profundidade das deformações revelam ângulo e energia da colisão — e o confronto entre os danos dos dois veículos testa a compatibilidade das versões apresentadas.
Vídeos de câmeras, GPS, aplicativos e dados de módulos eletrônicos complementam a física clássica — ponto em que a perícia de trânsito encontra a perícia computacional.
Estimativa fundamentada da velocidade dos veículos a partir de frenagem, deformação e projeção, com memória de cálculo e margens declaradas.
Determinação de trajetórias, ponto de impacto e sequência do evento, consolidada em croqui técnico em escala.
Confronto de cada versão (partes e testemunhas) com os vestígios físicos: o que a física confirma, o que ela exclui e o que permanece indeterminado.
Verificação de nexo entre danos reclamados e o evento — inclusive danos preexistentes ou incompatíveis incluídos em orçamentos.
Análise crítica do laudo oficial de local de acidente: medições, premissas adotadas, coeficientes utilizados e aderência das conclusões aos vestígios documentados.
Extração e análise de vídeos de câmeras veiculares e de via, dados de GPS/aplicativos e registros eletrônicos, com cadeia de custódia documentada.
Envie o boletim, fotos e o laudo de local, se houver. A avaliação preliminar de viabilidade não gera compromisso.