Fotografias de eventos que nunca aconteceram, rostos reais em cenas fabricadas, comprovantes montados por IA: a prova visual perdeu a presunção de veracidade. Esta página explica como o exame pericial responde a isso.
Geradores de imagem por inteligência artificial tornaram trivial fabricar "fotografias" de eventos que não aconteceram — e deepfakes colocam rostos reais em cenas inventadas. Isso já chegou aos processos: comprovantes, flagrantes, conversas e retratos fabricados. O exame pericial não depende de um detector mágico: combina técnicas independentes, cada uma olhando um aspecto físico ou estrutural diferente da imagem, e conclui pelo conjunto.
O laudo expressa o resultado numa escala graduada de suporte à hipótese (do "forte suporte à autenticidade" ao "forte suporte à síntese"), em vez de um "sim/não" que a técnica não autoriza — padrão das redes forenses internacionais.
Geradores evoluem e apagam artefatos antigos; ausência de vestígio não prova autenticidade. Por isso o exame combina técnicas e documenta o estado da arte na data do laudo — honestidade que fortalece a prova, não a enfraquece.
As mesmas técnicas detectam fotomontagem tradicional (recorte e colagem, clonagem, edição localizada) — frequentemente é ela, e não IA, que está por trás da imagem questionada.
Exame multitécnica (ELA, ruído, espectro, artefatos de geração, coerência física de sombras e geometria) para avaliar se a imagem foi gerada por modelo de IA.
Análise de substituição ou manipulação facial em imagens e quadros de vídeo: fronteiras de fusão, inconsistências de iluminação e artefatos característicos dos métodos de troca de rosto.
Detecção de regiões inseridas, clonadas ou retocadas em fotografias autênticas — incluindo comprovantes e capturas de tela adulterados.
Verificação de credenciais de conteúdo (C2PA/JUMBF), metadados de captura e histórico do arquivo, avaliando a coerência entre a origem alegada e os vestígios presentes.
Relatório ilustrado, com metodologia declarada, resultados por técnica e conclusão em escala graduada — compreensível para o julgador e defensável no contraditório.
Preserve o arquivo original (não reenvie por WhatsApp) e descreva o caso. A avaliação preliminar não gera compromisso.