Esclarecimentos técnicos · EV-13
Perícia em Prints e Capturas de Tela
Capturas de tela do Instagram, do WhatsApp e de outras redes são juntadas todos os dias como prova, e uma imagem pode ser editada em poucos minutos sem que a alteração apareça a olho nu. Quando a outra parte impugna o print, o Código de Processo Civil (art. 422, § 1º) exige autenticação eletrônica ou, não sendo possível, perícia.
Um print é uma imagem, e imagens podem ser editadas
Diferentemente da conversa guardada no aparelho, o print é um arquivo de imagem solto: sozinho, não prova de onde veio nem quem o produziu. Nomes, horários, textos e cabeçalhos podem ser sobrepostos com ferramentas simples, e o reenvio por aplicativos de mensagem apaga parte dos vestígios.
O exame pericial verifica se a imagem guarda coerência interna (tipografia, composição, compressão e frequência) e se é compatível com a interface real do aplicativo na época alegada.
O que é possível afirmar
Sinais objetivos de edição, sobreposição ou inserção de elementos, e incompatibilidades com a interface original do aplicativo.
A imagem não diz quem enviou
O envio é um ato no aplicativo de mensagens: examiná-lo exige a conversa e, conforme o caso, os aparelhos. E não encontrar sinais de edição não equivale a certificar a autenticidade.
Onde isso aparece
Ações de família (guarda, convivência, alienação parental), danos morais por ofensas em redes sociais, processos trabalhistas e defesa criminal.
Como os achados aparecem no parecer
A região correspondente ao nome do perfil passou por processamento distinto do restante da tela, com vestígios técnicos compatíveis com inserção posterior à captura. Os demais elementos não apresentaram divergências.
Limitação declarada: o exame não identifica quem fez a alteração nem quem enviou a imagem.
O que é examinado
Comparação de fontes, pesos, espaçamentos e alinhamentos entre os elementos da própria tela.
Confronto com capturas de referência do mesmo aplicativo, sistema e período: cabeçalhos, ícones e barra de status.
Regiões coladas ou retocadas costumam reagir à recompressão de forma diferente do restante da imagem.
Ampliação, retoque e reprocessamento alteram a distribuição de detalhe fino da região afetada.
Estrutura do arquivo, metadados disponíveis e indícios do caminho percorrido: captura, reenvio, juntada em PDF.
Quando a questão é quem enviou, o exame se estende à conversa em que a imagem circulou e, se possível, aos aparelhos envolvidos.
Um print decisivo no seu processo?
Envie o arquivo original da imagem, como documento, e a página do processo em que ela foi juntada. A avaliação preliminar é gratuita e indica o que é possível concluir com o material disponível.